Recomendação para início de realização de exames para detecção de câncer colorretal foi reduzida de 50 anos para 45 anos em indivíduos normais.

Devido ao recente aumento da incidência do Câncer Colorretal em indivíduos abaixo de 50 anos, a Sociedade Americana de Câncer (American Cancer Society – ACS) mudou a recomendação no ano de 2018 para que indivíduos normais realizem o exame de detecção de câncer colorretal ou lesões pré-malignas que anteriormente era aos 50 anos, para 45 anos. Para pacientes com história familiar de câncer colorretal em idade jovem, a recomendação continua de que seja realizado o exame com idade 10 anos mais jovem do que o familiar que apresentou a doença. Por exemplo, se o familiar de primeiro grau apresentou um câncer de cólon ou reto aos 45 anos, é recomendado que o indivíduo realize um exame de rastreamento aos 35 anos, ou seja, 10 anos mais jovem que a idade do diagnóstico do câncer no familiar. Alguns pacientes com fatores de risco alto devem iniciar realização de exames de detecção precoce antes dos 45 anos, como por exemplo: presença de polipose colônica, presença de doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa ou doença de Crohn), síndrome de câncer hereditário (polipose adenomatosa familiar, síndrome de Lynch), história de irradiação abdominal ou pélvica por outras neoplasias e história pessoal de câncer colorretal prévia.

Quais os exames realizar para prevenção ou detecção precoce do câncer colorretal?

Não há um consenso sobre qual o exame inicial a ser realizado, sendo considerados aceitáveis os seguintes métodos, cada um com vantagens e desvantagens:

  1. Colonoscopia com intervalo a cada 10 anos

  • Vantagens: permite detecção e retirada de pólipos que são lesões pré-malignas; permite realização de biópsias de lesões suspeitas. è o exame mais sensível, capaz de detectar lesões de variados tamanhos e estágios e permite ressecar lesões iniciais.

  • Desvantagens: custo; invasividade; necessidade de preparo com laxantes para limpeza do cólon.

 

2. Colonoscopia Virtual a cada 5 anos

  • Vantagens: menos invasivo; preparo menos intenso; boa opção para pacientes que não conseguiram completar a colonoscopia por dificuldade anatômica (cólon redundante ou tortuoso) ou que não toleram a sedação ou ainda com risco cirúrgico não liberado.

  • Desvantagens: Necessidade de complementação com exame endoscópico em caso de lesões suspeitas; exposição à irradiação; falha em detectar pólipos pequenos.

3. Retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos:

  • Vantagens: exame mais rápido e de menor custo, pode ser realizado ambulatorialmente, preparo muito mais simples que a colonoscopia (retrógrado). Cerca de 50% das neoplasias colonicas são localizadas na região do retossigmoide.

  • Estuda apenas a porção final do intestino grosso; necessidade de associar exame fecal (imunohistoquímico, sangue oculto ou DNA fecal) e ou alternar com colonoscopia para estudar o cólon completo.

 

4. Exames de análise fecal:

  1. FIT (Teste Imunohistoquímico fecal) anualmente

  2. Análise de DNA fecal multi-targeted (MT-sDNA) a cada 3 anos

  3. Sangue oculto anualmente

  • Vantagens: não invasivos; menor custo.

  • Desvantagens: menor sensibilidade (exceto MT-sDNA que chega a 93% de sensibilidade para lesões relevantes); necessidade de realizar em intervalos menores, pouco disponível no Brasil (FIT e MT-sDNA). São concebidos para detectar tumores mas tem capacidade reduzida em detectar pólipos. Requerem colonoscopia em caso de positividade.

 

Fonte:  American Cancer Society

https://www.cancer.org/latest-news/american-cancer-society-updates-colorectal-cancer-screening-guideline.html 

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